Blog do Calheira

Este espaço é aonde posso colocar algumas coisas que penso, gosto, vejo e acredito. Espero que gostem.

A Indústria Cultural ESPREEEEEMEEEEE !!!

 

Já venho falando sobre isto faz tempo para meus alunos e amigos. E depois do que vi o que a indústria cultural fez com o amigo Waldir Serrão (quem não sabe do que estou falando, CLIQUE AQUI) me deu vontade de escrever sobre isto. A cultura popular nasce pura e cheia de força e ideias novas. Então a famigerada Indústria Cultural percebe que aquela manifestação que está nascendo tem forte potencial de “gerar lucro”. É neste momento que aquilo que nasceu como uma força natural vinda do povo é apoderada pelos empresários, replicada e multiplicada à exaustão e espremida até que não tenha mais sumo algum. Então, o bagaço é jogado fora.

São vários exemplos de indivíduos ou manifestações cheios de conteúdo e que, quando são descobertos pelo “monsto sist” ficam só o resto, sem sobrar nada. Podemos citar alguns: o já citado Waldir Big Bem Serrão, Cacique Johnny, Sarajane, Book Jones (Banda Mel) e o próprio Raul Seixas, que se não tivesse sido resgatado por Marcelo Nova, teria morrido no esquecimento. Isto apenas para citar alguns.

Até quando vamos ver nossas manifestações serem esvaziadas em termos de cultura pura até se tornarem apenas em negócio, frio, vazio e jorrando dólares ? Temo pelo nosso carnaval, que era algo que vinha da alma do baiano. Não precisava de blocos, camarotes, organização, “casa do carnaval”, etc… bastava o povo na rua. Tudo acontecia. Hoje o SHOW é lindo, perfeito, asséptico. E sem o povo. Será que estamos consumindo a cultura baiana ou apenas um subproduto oriundo desta Indústria altamente produtiva  ? Só para pensar. É minha opinião. Qual a sua  ?

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Big Bem em ruínas

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“O pai do rock baiano? Acho que sou eu né?”, afirmou Waldir Serrão, o Big Ben baiano (…) “Eu comecei tudo. Fui eu quem levou Raulzito para esse mundo, mesmo contra a vontade de Dona Maria Eugênia, a mãe dele. Mas ele morreu roqueiro”, recorda Big do parceiro, com quem teceu a fidelidade de ser Maluco Beleza na vida, desde que se conheceram, ainda garotos, na Cidade Baixa, quando se vestiam de Elvis Presley, com brilhantina no topete (Entrevista concedida há alguns anos ao Raul Seixas Oficial Fã-Clube).

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Este é o Waldir Serrão (Big Bem) ou, como Raulzito chamava: Waldir “Serrote”. Em um país sério, estaria muito bem, vivendo sua velhice colhendo os frutos de sua vida e contribuição histórica e cultural. Mas, não é assim.

Hoje, Big Bem vive em estado de penúria, em um quarto alugado no bairro do Tororó. A família não tem condições e precisa de ajuda para colocá-lo em uma casa de repouso de qualidade. É o mínimo que merece no fim de seus dias, este que fez tanto pelo Rock baiano em toda vida.

Ao ficar sabendo desta situação em que vive Serrão, fiquei ao mesmo tempo triste e feliz. Triste por ver este ícone da minha infância (que já tive o prazer de bater bons papos em exposições sobre Raul Seixas) nesta condição. E estou feliz porque a última notícia que me deram há uns 3 anos era que ele tinha morrido. Que bom que era notícia falsa. A Bahia (e o Brasil) não valoriza seu passado. Este cara ajudou a construir os alicerces do Rock na Bahia. Sem ele (e Raulzito e alguns poucos outros) não teria Pitty, Cascadura, Marcelo Nova e centenas de outros roqueiros baianos.

Por favor, ajudem a divulgar.

Quem quiser ajudar, por favor, ligue para o local em que ele está vivendo:

CONTATO DA DONA DA CASA (SOLANGE) 71-8524-7441/ 71- 9699-7574

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Raulzito na telinha e nas telonas !

Finalmente sairam as primeiras imagens do Documentário “Raul – O Início, o Fim e o Meio”, de Walter Carvalho que fala sobre a vida do Maluco Beleza. A previsão de estréia é para o segundo semestre de 2010.

Pra quem não consegue esperar (com eu), pode ver Raul Seixas no “Por Toda Minha Vida”, próxima quinta-feira, 3 de dezembro de 2009, na TV Globo, logo após “A Grande Família”.

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