Blog do Calheira

Este espaço é aonde posso colocar algumas coisas que penso, gosto, vejo e acredito. Espero que gostem.

A Indústria Cultural ESPREEEEEMEEEEE !!!

 

Já venho falando sobre isto faz tempo para meus alunos e amigos. E depois do que vi o que a indústria cultural fez com o amigo Waldir Serrão (quem não sabe do que estou falando, CLIQUE AQUI) me deu vontade de escrever sobre isto. A cultura popular nasce pura e cheia de força e ideias novas. Então a famigerada Indústria Cultural percebe que aquela manifestação que está nascendo tem forte potencial de “gerar lucro”. É neste momento que aquilo que nasceu como uma força natural vinda do povo é apoderada pelos empresários, replicada e multiplicada à exaustão e espremida até que não tenha mais sumo algum. Então, o bagaço é jogado fora.

São vários exemplos de indivíduos ou manifestações cheios de conteúdo e que, quando são descobertos pelo “monsto sist” ficam só o resto, sem sobrar nada. Podemos citar alguns: o já citado Waldir Big Bem Serrão, Cacique Johnny, Sarajane, Book Jones (Banda Mel) e o próprio Raul Seixas, que se não tivesse sido resgatado por Marcelo Nova, teria morrido no esquecimento. Isto apenas para citar alguns.

Até quando vamos ver nossas manifestações serem esvaziadas em termos de cultura pura até se tornarem apenas em negócio, frio, vazio e jorrando dólares ? Temo pelo nosso carnaval, que era algo que vinha da alma do baiano. Não precisava de blocos, camarotes, organização, “casa do carnaval”, etc… bastava o povo na rua. Tudo acontecia. Hoje o SHOW é lindo, perfeito, asséptico. E sem o povo. Será que estamos consumindo a cultura baiana ou apenas um subproduto oriundo desta Indústria altamente produtiva  ? Só para pensar. É minha opinião. Qual a sua  ?

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Carnavais de Antanho

O Carnaval está aí… que tal lembrarmos de um tempo em que as pessoas podiam ir às ruas brincar sem correr o risco de serem esfaqueadas, estupradas, aliciadas e (ou) assaltadas.

São verdadeiras relíquias.

Gravações originais de antigos carnavais.

Clique na música!

Aurora – Joel e Gaúcho – 1941

Chiquita Bacana – Emilinha Borba – 1949

Lero-lero – Orlando Silva e Dalva de Oliveira – 1942

Nós os carecas – Anjos do Inferno – 1942

O teu cabelo não nega – Castro Barbosa – 1932

Pirata da perna de pau – Nuno Roland – 1947

Taí – Carmen Miranda – 1930

Tem gato na tuba – Nuno Roland – 1948

Tomara que chova – Emilinha Borba – 1951

Touradas em madrid – Carmen Miranda – 1938

Vai ver que é – Joel de Almeida – 1959

Zé Pereira – Orquestra Tabajara – 1870

A dança do funiculi – Francisco Alves – 194l

A jardineira – Orlando Silva – 1939

A mulher do leiteiro – Aracy de Almeida – 1942

Ali baba – Odete Amaral – 1938

Andorinha – Dalva de Oliveira – 1941

Balancê – Carmen Miranda – 1937

Balzaquiana – Jorge Goulart – 1950

Barril de Chope – Altammiro Carrilho e Bandinha – 1937

Cadê Zazá – Carlos Galhardo – 1948

Catarina – Carlos Galhardo – 1940

Chica Chica boa – Orlando Silva – 1942

Cidade Brinquedo – Orlando Silva – 1939

Clube dos Barrigudos – Linda Batista – 1944

Confete – Francisco Alves – 1952

Cordão dos puxa-sacos – Anjos do Inferno – 1946

Daqui nao saio – Vocalistas Tropicais – 1950

Espanhola – Nelson Goncalves – 1946

Florisbela – Silvio Caldas – 1939

Linda morena – Lamartine Babo e Mário Reis – 1933

Mamãe eu quero – Jararaca – 1937

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