Blog do Calheira

Este espaço é aonde posso colocar algumas coisas que penso, gosto, vejo e acredito. Espero que gostem.

A deslealdade entre colegas de trabalho

Como prometido, segue mais um artigo do Professor Marins:

Uma das maiores reclamações entre colegas de trabalho é a deslealdade. E aqui vale a pena esclarecer: a lealdade só é virtude quando ligada a outra virtude. Não devemos ser leais a pessoas desonestas, desleais, falsas, mentirosas. O problema é que a deslealdade gera deslealdade. Assim, uma pessoa justifica sua deslealdade pela deslealdade das outras pessoas, criando um círculo vicioso sem fim.
Na pesquisa que fizemos, as pessoas disseram não ter condições de agirem com lealdade porque seus colegas não são leais. E quando perguntamos quem deveria ser leal primeiro, a resposta é sempre – o outro.
Como quebrar este círculo vicioso?
Quando perguntamos qual a maior deslealdade entre colegas de trabalho, as pessoas disseram: “o colega segura ou sonega informações relevantes para o sucesso do meu trabalho”, “cria armadilhas para eu cair”, “não me avisa de situações que podem me prejudicar no trabalho”, etc.
A realidade é que todos, sem exceção, afirmaram ser vítimas de deslealdade de seus colegas. Assim, fica claro, que todos saem perdendo nessas relações desleais. Não há ganhadores. Só perdedores. E essa realidade já nos mostra um caminho para o enfrentamento do problema, pois se todos perdem, é claro que todos, ao menos teoricamente, deveriam ter interesse numa solução.
E a única solução parece ser o diálogo franco, aberto, mais uma vez, leal, entre colegas de trabalho, para que a situação fique explícita, e com o dedo na ferida, as pessoas possam tomar consciência de que chegou a hora de mudar, pois novamente, todos estão perdendo.
Minha sugestão é, pois, que as empresas comecem a enfrentar esse problema da deslealdade entre colegas de trabalho de forma aberta e franca e comece a criar mecanismos para que as pessoas possam mudar seu comportamento e deixem essa prática de auto-engano, em que todos perdem imaginando-se expertos. É preciso, com urgência e seriedade, transformar as oito horas de trabalho em horas mais produtivas, menos tensas, mais alegres. É preciso restituir o clima de confiança e coleguismo puro ao ambiente de trabalho.
Pense nisso. Sucesso!

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Professor Marins

A partir de hoje publicarei periodicamente textos do Mestre Professor Marins. As palestras de Marins ajudam empresas, pessoas e organizaçoes a melhorar em vários aspectos.

Segue o primeiro texto:

A CULPA NAO E’ MINHA !

O que fazer quando as pessoas não assumem a responsabilidade pelo que delas se espera? O que fazer quando um coloca a culpa no outro e ninguém assume a responsabilidade? O que fazer quando um deixa para o outro e as coisas simplesmente não acontecem? Há pessoas especializadas em achar culpados para suas próprias responsabilidades. Por mais incrível que possa parecer, outro dia, ao visitar uma empresa, vi um funcionário matando o tempo no serviço e quando perguntei por que não fazia a tarefa dele, ele me respondeu: “ – A culpa é do meu chefe que não me motiva”. Em seguida perguntei: “ – Por que você não deixa este emprego e procura outro que tenha um chefe que motive você?”. E ele respondeu: “ – Eu não. Ele se quiser que me mande embora”. Quando ainda perguntei o porquê de ele estar tão desmotivado, ele me respondeu: “- É porque nunca fui promovido nesta empresa”. Fico impressionado ao ver que muitas pessoas não assumem responsabilidade alguma. Nem pela sua própria felicidade! A culpa é sempre do outro departamento, da outra seção, do fornecedor e até do cliente. A culpa é do sistema, do software, do provedor da internet, etc. Todos são culpados em algum momento. Menos ela, a pessoa que deveria ser a responsável pela tarefa ou função e que, além de não se responsabilizar, ainda se diz desmotivada por não ser promovida. Nesta semana, pense se você não é das pessoas que culpa a tudo e a todos pelas coisas que deveria assumir e resolver. Pense se sua desmotivação não é fruto de sua ausência de responsabilidade. Pense nisso. Sucesso!
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